terça-feira, junho 27, 2006
TIME PLEASE!
me vou retirar um pouco
para reflexão...
Como não quero deixar simplesmente
uma página em branco somente com
uma despedida temporária
vou colocar aqui um dos meus
mais profundos poemas
que postei em poesia citada...
sábado, junho 03, 2006
JUNHO E CEREJAS

Junho
De foice em punho
Me pus a cantar...
Minha amada, minha amante
Amante e mulher
Que de mim nada quer
Andas-me a enganar...
Comi tanta cereja
Para relaxo dos sentidos
Comi horas a fio
Fiz sexo ao relento
Com a dona do pomar
Quis matar o desejo
Para com uma soltura
E cerejas no buxo
Defecar em repuxo
Desculpando a expressão
Mas de calça na mão
Ainda a sofrer, rebenta o fecho
Mas eu já nem me queixo
Tal a dor de barriga
Explodiu-se-me a bexiga
Ainda antes de me aninhar
Um estrondoso ruído
Quase me tirou o sentido
Já não podia parar
E assim já sem jeito
Sujo até ao peito
Envergonhado mal cheiroso
Pensei para comigo...
Salvou-se o umbigo!
Mas já fora de perigo
Prometi a mim mesmo.
Que se lixe a cueca
Sapatos à mais
Mas comer cerejas? Hum
Acho que nunca mais.
Autor: Alexandre Ferreira