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sexta-feira, julho 15, 2011

Conheces o medo?

Capitulo II






Agora com aqui sentadinho e seguro que já nada de mal me pode acontecer, já consigo divagar com meus dedos sobre o teclado. Mas ainda sinto o odor a cadáver quando imagino os momentos aflitivos e angustiantes que me perseguiram até `porta do prédio onde vivo. Não quero mencionar a rua pelo facto de não vir a criar pânico nesta avenida pacata, onde outrora só viviam gente rica.
Às vezes ainda me ocorre, será que a fera não é fruto da ganância que anos atrás se vivia nas zonas ditas chique da cidade?
Será que a fera não é uma encarnação de alguém que se esforçou demais para poder fazer parte da jet-set de Setúbal?
Francamente não sei bem o que pensar. Estou aqui sentado e meus cabelos estão espetados como quem viu um lobo! Estranho como o pingar da torneira do bidé se faz ouvir ate aqui ao meu escritório! Tenho a certeza que esta fechada e que não pinga…
Aliás nunca uso o bidé! – O meu telemóvel parece que ganhou vida! Anda a tirar fotos sozinho! Estou arrepiado e nem sei ao certo porque. Moro no sétimo andar e o prédio tem uma porta bem segura. Subir as escadas e cansativo e usar o elevador! –Bem onde moro tenho a casinha das maquinas por perto, logo se alguém usar, eu ouço! Até agora nem um pio, ouvi!
Estou descalço, meu piso e de tacos encerados e adoro estar descalço e sentir o fresco da madeira eu nunca chega a estar gelada. Mas hoje já por varias vezes parei para me concentrar nesse sentir de madeira lisinha da cera , mas nada mesmo consegui sentir! Parece que o chão se molda com as pisadas? Sinto-me como se caminhasse sobre as costas de alguém!
Qundo me mudei para esta casa, era a casa de sonho, a casa que sempre sonhei..
Adoro o terraço enorme e com vistas para a cidade

1 comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

Donzelas do Apocalipse

Sem pai, sem mãe,
Sem leite materno...

Seu estômago vazio
Pediu por comida:
Com uma arma carregada
Roubou uma vida.

Escondia-se na escuridão,
Disfarçava-se na luz.
Foi a uma igreja...
Rezar, pedir perdão?
Não! Para roubar um pedaço de pão.

O mundo o condenou.
Amor e carinho
Jamais encontrou.

A sociedade o execrou,
A margem da vida o adotou.
Foi condenado a percorrer
Um longo e tortuoso caminho:
O seu exílio.

Mas, não estava só!
De ambos os lados,
Lindas e afrodisíacas donzelas
O seguiam:

A angústia e a fome
A solidão e a morte.

Do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) de Agamenon Troyan.

Menina bonita